A importância do autoexame para a prevenção do câncer de mama

Ter, 29 de Maio de 2018 00:00   

A apresentadora Ana Furtado divulgou sua experiência e falou da importância de se realizar o autoexame com frequência

No domingo, 27 de maio, a apresentadora da TV Globo Ana Furtado comunicou nas redes sociais que está tratando um câncer de mama recém-descoberto. No vídeo, Ana contou como descobriu a doença e aproveitou para alertar sobre a importância do autoexame, pois foi por estar sempre atenta à saúde das mamas que ela conseguiu descobrir o câncer ainda no início. "Faça o autoexame. É o primeiro passo para perceber alterações nas mamas. Caso ache algo estranho, procure um mastologista como eu fiz. O autoexame não é um método diagnóstico e não substitui a visita ao mastologista, mas pode ser o primeiro sinal de alerta", expôs Ana Furtado.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é o que mais atinge as mulheres brasileiras, com a expectativa de 59.700 novos casos a cada ano até 2019. Diante desse cenário nada favorável, a Sociedade Brasileira de Mastologia reforça que algumas medidas simples de prevenção podem contribuir para reverter esse quadro. Além da adoção de uma alimentação saudável e da prática de atividades físicas regulares, é fundamental a realização de exames preventivos, como a mamografia.

O autoexame, apesar de não ser um método diagnóstico, também é uma prática de fundamental importância que pode ajudar no diagnóstico precoce. “É uma atitude simples que poderá salvar sua vida, já que, detectado precocemente, o câncer de mama tem maior probabilidade de cura”, enfatiza a médica ginecologista do Hapvida, Dra. Camila Marques. Por esta razão, a médica reforça que é imprescindível que todas as mulheres, desde o surgimento das mamas, insiram esse simples procedimento no seu dia a dia. “Não há necessidade de uma técnica para realizar o exame, e o banho é um excelente momento para a mulher fazer o autoexame, percorrendo com a ponta dos dedos toda a mama, axila e fossas claviculares (as famosas "saboneteiras")”, acrescenta Camila Marques.

Alterações nas mamas
Segundo a ginecologista Camila Marques, dentre as alterações que podem ser percebidas no autoexame estão nódulos, dolorosos ou não, alterações no mamilo, pele avermelhada ou retraída, pele mais espessa e enrugada que lembre casca de laranja, nódulos nas axilas ou embaixo das clavículas e saída de líquido dos mamilos.
Caso a mulher perceba alguma dessas alterações nas mamas ao fazer o autoexame, ela deve procurar atendimento médico o quanto antes. No consultório, o médico ginecologista ou mastologista fará o exame das mamas e pedirá os exames complementares necessários.

Grupos de risco
O autoexame e a visita periódica ao ginecologista costumam ser suficientes para o monitoramento das mamas. Contudo, algumas mulheres merecem uma atenção diferenciada e precisam realizar exames mais específicos como a mamografia. A priori, o Ministério da Saúde orienta mamografia de rastreio uma vez a cada dois anos para mulheres dos 50 aos 69 anos de idade. Entretanto, a especialista Camila Marques alerta que as mulheres que têm parentes de primeiro grau com câncer de mama, sobretudo se houver histórico de aparecimento da doença antes dos 50 anos, precisam ficar mais atentas. “O alerta é válido também para o histórico familiar de homens com câncer de mama. Nestes casos, o ginecologista irá começar o rastreio com mamografia aos 35 anos ou antes, se julgar necessário”, finaliza.